Bom dia galerinha abençoada de Deus! E o Pai celeste nos concede mais um dia para sermos vitoriosos e abençoados! Para meditarmos um pouco nessa manhã, escolhi uma passagem em Provérbios 15:1 que diz assim:
“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”
A raiva é uma emoção humana, reação normal diante alguma situação frustrante. Ela se define como um sentimento de protesto, timidez, insegurança ou frustação contra alguma coisa ou alguém que lhe faz algum mal ou lhe ameaça. A psicologia aponta para o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a raiva é exteriorizada. De qualquer forma concordamos que a raiva nos faz um tremendo mal. Apesar de ser uma reação comum, ela nos faz mais mal a nós mesmos do que a quem desejamos. Uma história demonstra isso perfeitamente.
O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
– Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
– O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.
Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
– Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe se aproxima do menino e lhe pergunta:
– Filho como está se sentindo agora?
– Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
– Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
– Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.
Essa é a lição que temos que aprender. A raiva prejudica só a nós mesmos. Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras; cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações; cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos; cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter; cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino. Pense nisso e transforme sua vida a partir de agora. Um dia feliz e abençoado para todos.
Publicado por Pastor Claybom, pai apaixonado, nerd como marca de nascimento, geek por paixão, adorador por excelência. Enfim, um servo de Deus que tenta entender tudo o que Ele nos oferece no dia a dia.